segunda-feira, 27 de julho de 2015



Assembleia dia 28, às 14h, na Escola Municipal Dois de Julho, ITINGA com a categoria e as outras entidades.


- Informação do oficio Nº 50 protocolado na prefeitura:
        - A reabertura da mesa de negociação com a presença do prefeito


       

-  A participação dos professores no desfile do dia 31 de julho.









segunda-feira, 20 de julho de 2015




O Sindicato dos Trabalhadores Municipais da Educação em Lauro de Freitas, ASPROLF , realizou na manhã do dia 16 de julho do corrente ano , na praça central de Lauro de Freitas, uma Assembleia Geral e Extraordinária , para discutir com os professores  problemas existentes na rede municipal que estão comprometendo a qualidade da educação .

No final assembleia, a categoria deliberou o seguinte:


·    Caminhada no Centro de Lauro de Freitas, esclarecendo a real situação da educação.



Protocolar na prefeitura a reabertura da mesa de negociação com a presença do prefeito




 
     
     
·      Assembleia dia 28, às 14h, na Escola Municipal Dois de Julho, ITINGA com a categoria e as outras entidades.
·       Todos de preto nos movimentos, com a camisa a ser adquirida na ASPROLF.

·       A participação dos professores no desfile do dia 31 de julho. 

Durante a caminhada que ocorreu após a assembleia, a categoria denunciou para a população as demissões de trabalhadores em educação, o sucateamento das escolas, os cortes dos salários dos professores em greve e o descaso do Prefeito Marcio Paiva com a educação.


Vale a pena ressaltar que ao longo da caminhada esclarecemos aos populares que a responsabilidade pela situação caótica das escolas municipais e da prefeitura por ter demitido professores e funcionários a ponto de inviabilizar o funcionamento de muitas escolas. 


Amanda Gurgel e Professora Valdete Sena
Contamos com a presença da professora Amanda Gurgel que sensibilizou a todos, com seu discurso em defesa da educação pública, veja esse vídeo abaixo



A CSP-Conlutas está nesta luta com os servidores da educação de Lauro de Freitas, em tempo agradecemos a colaboração da central sindical no nosso movimento, e o seu discurso que defende a necessidade urgente da preparação da Greve Geral no país em defesa dos direitos dos trabalhadores.

domingo, 19 de julho de 2015

Servidores públicos federais, em greve, preparam marcha a Brasília no dia 22 de julho

Os servidores públicos federais estão organizando mais um dia de mobilização em Brasília. Realizarão no dia 22 de julho uma marcha em que estão sendo esperados mais de 4 mil trabalhadores. A atividade que tem entre os objetivos pressionar o governo a apresentar uma resposta para as reivindicações da categoria. A próxima reunião entre o governo e o Fórum de Entidades do Funcionalismo Federal está prevista para ocorrer até o dia 24 de julho.

Uma tenda será montada na Esplanada dos Ministérios e após as atividades será realizada uma plenária com os servidores para definir as próximas ações da mobilização.

 
Proposta rebaixada

Os diversos segmentos do funcionalismo rechaçaram a última proposta apresentada pelo governo de reajuste plurianual e como resposta estão intensificando as greves e as mobilizações. A categoria já indicou com atos e com a ampliação nacional da greve que não aceitará uma recomposição rebaixada com acordo plurianual.
 
Os Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) apresentou reajuste salarial de 21,3% parcelado em quatro anos, não agradou a categoria, pois não repõe as perdas acumuladas, e sequer foram tratados na negociação os demais itens da pauta.

Pela proposta, a primeira parcela será de 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019, sempre em janeiro. Além disso, não seria linear – assim como em 2012, e os índices seriam aplicados sobre o montante da folha de pagamento de cada setor. A categoria reivindica política salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias, entre outras demandas. A inflação de 2015, que ‘consome’ quase a metade do índice previsto, é ignorada nas contas oficiais.

Dinheiro tem, só falta investir

O governo usa como uma das justificativas para essa proposta de reajuste a crise que passa o Brasil e o ajuste fiscal. Em contrapartida, desonera às empresas além de promover incentivos fiscais. Com isso, deixou de arrecadar R$ 47,1 bilhões entre janeiro e maio deste ano.

Além disso, enche os bolsos dos bancos e dos empresários, por meio do pagamento juros da dívida pública que consome 47% do orçamento, dinheiro que poderia ser aplicado em Saúde, Educação, Moradia.

Todos à Brasília

O  dirigente da CSP-Conlutas e também servidor público, Paulo Barela, conclamou os diversos segmentos do funcionalismo a participarem da marcha. “Vamos com tudo, fortalecer e ampliar a greve, organizar as caravanas e realizar uma grande marcha a Brasília no dia 22 de julho”.

O chamado à greve geral às demais centrais sindicais também foi reafirmado por Barela. “Exigimos das Centrais Sindicais, sobretudo da CUT, CTB, Força Sindical a construção da Greve Geral contra os ajustes fiscais e as reformas estruturais que retiram direitos dos trabalhadores, porque os ataques são profundos e nossa classe já reúne as condições objetivas para sua realização”.

Com ênfase, o dirigente defendeu a ruptura das centrais governistas com o governo, para que organizem a classe e “apontem para os trabalhadores o caminho da luta direta, nas ruas e praças por todo o território nacional para reverter as medidas anti-trabalhador do governo Dilma Rousseff (PT), do Congresso Nacional, dos patrões e dos banqueiros”.

A CSP-Conlutas está nesta luta com os servidores, organizando a greve nas entidades de base do funcionalismo, participando do Fórum das Entidades Nacionais, assim como defende a necessidade urgente da preparação da Greve Geral no país em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Rodoviários de Recife realizam greve histórica, passam por cima da burocracia sindical e arrancam vitória


Popularmente costuma-se dizer que o raio não cai no mesmo lugar duas vezes. Na contramão dessa crença, os rodoviários de Recife (PE) repetiram o enredo de anos anteriores e fizeram história. A categoria realizou uma greve de dois dias e obteve vitória econômica, arrancando da patronal 12% de reajuste nos salários e 57,59% de reajuste no tíquete alimentação.

 
Mandaram o recado aos governos de Paulo Câmara (PSB) e de Dilma (PT), que desde o início do ano patrocinam pacotes de maldades contra os “guarás” – como se auto reconhecem os trabalhadores rodoviários -, de que não vão pagar pela crise.

Foram dois dias de uma greve muito dura. Não bastasse os tradicionais inimigos, nessa greve os rodoviários tiveram que enfrentar a maioria da direção do sindicato. Os “novos pelegos”, aconselhados por representantes diretos do governo do Estado, tentaram de todas as maneiras entregar de bandeja aos patrões a luta da categoria. Esqueceram a lição dos anos anteriores e queriam fazer greve tomando cafezinho com a patronal e no ar-condicionado. Para o azar deles, foram rechaçados e desmoralizados pela unanimidade dos trabalhadores rodoviários.

O apoio popular se repetiu esse ano e jogou a favor da legalidade da greve. O diálogo com a Frente de Luta pelo Transporte Público fortaleceu a unidade usuários/trabalhadores e colocou em destaque o caos diário pelo qual passam mais de 2 milhões de usuários com greve ou sem greve. A defesa da melhoria da qualidade no transporte entrou como pauta política da greve e colocou na conta dos patrões a culpa pelas seguidas mortes no precário transporte público de toda a Região Metropolitana de Recife.

O exemplo dos rodoviários deixa a certeza de que o caminho para dobrar os patrões e governos segue sendo a luta independente dos trabalhadores. A solidariedade do conjunto das categorias à greve e a unidade construída com os movimentos sociais deu ainda mais força. Essa vitória contribui para que massifique entre os trabalhadores a necessidade da construção de uma grandiosa greve geral no país, que enterre o ajuste fiscal de Dilma e os ataques cometidos por esse governo contra os trabalhadores.
 

Por CSP-Conlutas Pernambuco

Professores e estudantes das Universidades Estaduais interditam acessos da Secretaria de Educação


Contra a recusa do governo Rui Costa em avançar nas negociações, os acessos da Secretaria de Educação em Salvador foram interditados, na manhã dessa quinta-feira (16), por professores e estudantes das Universidades Estaduais da Bahia. As categorias que iniciaram ocupação do mesmo prédio, na quarta-feira (15), por tempo indeterminado, reivindicam respeito aos direitos trabalhistas, mais verbas para as Universidades e uma política de permanência estudantil efetiva.

  
O bloqueio das entradas foi iniciado às 6h e devem suspender as atividades da Secretaria de Educação. A atitude é uma resposta do Movimento ao descaso apresentado pelo governo Rui Costa na reunião da tarde de ontem. Mesmo com a ampliação do número de alterações de vagas por classe, a proposta do governo não contempla todos professores, nem prevê fluxo de 2015 e 2016. Não há resposta sobre a minuta substitutiva da lei 7176/97 elaborada pelos docentes e recomposição dos R$ 19 milhões cortados das verbas de manutenção, investimento e custeio das Universidades. O governo também ignora as demandas dos mais de 60 mil estudantes de destinação de 1% da receita líquida de impostos para a permanência estudantil. Sem restaurantes universitários, moradia e transporte milhares de alunos abandonam seus cursos.

O Movimento Grevista quer solução para os problemas das Universidades e reafirma a responsabilidade do governo Rui Costa pela manutenção da greve. As categorias estão abertas para o diálogo, mas não à enrolação e ao desrespeito do governo.

O que queremos para a nossa juventude?


Depois de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/1993, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos de idade - matéria pendente de aprovação pelo Senado -, a Câmara dos Deputados analisa, agora, a PEC 18/2011, cujo conteúdo dispõe sobre a redução da idade mínima para contratação no mundo do trabalho.
A referida PEC pretende alterar o inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal, a fim de autorizar o trabalho sob regime de “tempo parcial” a partir dos 14 anos de idade. O vínculo empregatício e as atribuições das funções, no entanto, são os mesmos de pessoas adultas, contrariando a atual legislação que protege o trabalho de adolescentes na condição de aprendiz.
De acordo com a Lei 10.097/2000, que alterou vários artigos da Consolidação das Lei Trabalhistas - CLT, “é proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos”, sendo que “o trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a frequência à escola."
O contrato de aprendiz assegura outros benefícios aos adolescentes, quais sejam, a carga de trabalho diária não superior a 6 horas e a disponibilização, pelo empregador, de formação técnico-profissional gratuita e compatível com o desenvolvimento físico, moral e psicológico de adolescentes entre 14 e 18 anos inscritos em programas de aprendizagem.
A PEC 18/2011, além de seguir a linha da precarização do trabalho no Brasil, ataca direitos de nossa juventude, sobretudo de filhos das famílias carentes, que necessitam de mais oportunidades educacionais e apoio social para transpor a condição de vulnerabilidade a que se encontram submetidos. Ademais, ela remonta a concepção de exploração do trabalho de crianças e adolescentes há muito combatida por organismos nacionais e internacionais, a exemplo da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Diante do retrocesso proposto por mais essa medida conservadora e ultraliberal da Câmara dos Deputados, que nega o direito à escola integral de qualidade, à oferta de formação profissional, ao trabalho digno e compatível com a realidade dos jovens e à criação de mais espaços culturais, de lazer e de convivência saudável para a juventude, a CNTE convoca sua categoria e as demais entidades da sociedade civil para se posicionarem contra a PEC 18/2011.

Tal como as coisas caminham, a juventude brasileira - predominantemente pobre e negra - não terá muita opção para o futuro, a não ser contar com a "sorte" de um trabalho opressor de sonhos ou com o azar de cair em presídios que são verdadeiras escolas do crime.