sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ASPROLF convoca trabalhadores em educação para reunião jurídica para tratar de FGTS

O Departamento Jurídico da ASPROLF está convocando os trabalhadores em educação que trabalharam na prefeitura de Lauro de Freitas no período de 1984 a 1993 a comparecerem na sede da entidade sindical para uma reunião que tratará do FGTS não depositado na época.

A ASPROLF - Sindicato dos Trabalhadores em Educação fica localizado na Rua Brigadeiro Mário Epinghaus, 329, L 44, Centro Comercial Top Center, próximo aos Correios.

Mais informações pelos contatos abaixo.

Telefone: 3378-0409 - E-mail: asprolf@yahoo.com.br

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Plenária da ASPROLF com os candidatos ao Governo esclareceu quais projetos estão sendo preparados para a educação na Bahia


O evento foi a oportunidade do eleitor definir seu voto de acordo com as metas de governo de cada candidato para a categoria

A ASPROLF – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do município de Lauro de Freitas realizou nesta terça-feira (16) na AFPEB (Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia) uma plenária com os candidatos ao Governo do Estado para discutir as propostas para a educação que serão executadas pelo próximo Governador do Estado a partir de  1º de janeiro e 2015.

Na reunião que teve como objetivo esclarecer as metas para a educação na Bahia junto à classe trabalhadora em Lauro de Freitas, todos os seis candidatos foram convidados mas apenas quatro deles compareceram.  Na mesa estavam Renata Mallet do PSTU (Partido Socialista do Trabalho Unificado), Marcos Mendes do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), Rogério Da Luz do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) e representando o candidato Rui Costa do PT (Partido Trabalhista) Cristina Kavalkievicz da Sec-BA – Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Não compareceram os candidatos Lídice da Mata, do PSB (Partido Socialista Brasileiro) e Paulo Souto do DEM, o Democratas. Além deles esteve presente também o candidato ao senado pelo PSOL Hamilton Assis, acompanhando Marcos Mendes.

Em comum como plano de governo para a educação, os quatro presentes pretendem manter a discussão do Plano de Carreira da categoria, item presente em pautas antigas de ex-candidatos e que até agora não foi definido. Os postulantes, além de falarem cada um de suas propostas, criticaram e debateram entre si. A representante do candidato Rui Costa relacionou a maioria das metas do candidato para a educação, entre elas a criação do Instituto Estadual de Educação Básica, o que ela considera como uma das melhores propostas de Rui para a educação na Bahia. Marcos Mendes, se for eleito, pretende ao longo dos seus 4 anos de mandato pagar totalmente a URV do servidor estadual além de, como segundo ponto fundamental de realização de sua gestão na Bahia, discutir e definir o Plano de Carreira da Educação.

Já a candidata Renata Mallet disse que se eleita, sua prioridade de governo para a educação é instituir o fim do REDA (Regime Especial Administrativo) e a realização de concurso público para atender à demanda nas salas de aula e garantir uma educação pública de qualidade. Mallet também pretende usar o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos, que é um valor de índice maior do que pelo atual que é calculado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FUNDEB. Também está no plano de Mallet aumentar o investimento para a pasta pelo PIB da Bahia que é de 5%.

Prometendo revolucionar o Governo na Bahia em sua gestão o candidato Rogério Da Luz, disse que vai reduzir o número de secretarias no Estado para ter recursos para a realização de seus projetos, entre eles a criação de creches escolas em tempo integral, além da melhoria da infraestrutura da rede pública no Estado. Da Luz considera que a educação na Bahia hoje deixa a desejar, e é um dos motivos do alto índice de violência no Estado.

A ausência dos candidatos Lídice da Mata e Paulo Souto, que tinham outros compromissos de agenda já marcados, foi o único ponto negativo no evento, e para eles, que perderam a oportunidade de discutir e esclarecer para a categoria seus projetos para a educação. Acima de tudo, a Plenária da ASPROLF com os candidatos ao Governo do Estado foi uma conquista para o sindicato e os Trabalhadores em Educadores no município de Lauro de Freitas e serviu como reflexão sobre os planos de governo para a pasta desde a manutenção da educação como a valorização do profissional, além de ajudar o eleitor na escolha de quem votar no dia 5 de outubro, data do primeiro turno das eleições 2014.




quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Violência nas escolas, a culpa é de quem?


Por Renato Malacrida.

Resposta simples e direta diria que todos somos culpados: desde a omissão (em muitas vezes) do professor em sala de aula, passando por muitos pais até chegar ao Estado. Chegamos em uma situação onde não podemos enfrentar mais como “caso isolado”, infelizmente é uma realidade em muitas salas de aula pelo Brasil afora.

Semana passada, um aluno de 14 anos esfaqueou uma professora, em Ponta Grossa, porque tirou nota baixa! Segundo o governo do estado, esse seria um caso isolado. Isolado? Desde quando violência é um fenômeno isolado? O que ocorreu é o resultado de anos de defasagem e a somatória de N situações que acontecem em sala de aula.

Infelizmente, o professor acabou se tornando vítima e ao mesmo tempo vilão em uma sociedade que há muito se perdeu. Desculpa falar, mas se um aluno não suporta tirar uma nota baixa (mesmo eu sendo contra mensurar o conhecimento do aluno com nota) e age dessa forma, é porque os pais não conseguem impor limites! Isso mesmo, limites.

Muitos pais e responsáveis estão transferindo para a Escola, um papel de queria deles, tendo tem vista que na formação do seu filho, a escola é responsável por 30%, o restante tem que vir de casa. Somado a isso, temos salas de aulas lotadas, muitas vezes sem estrutura física e sem material de apoio. O Estado prefere construir prisões e buscar punir, a construir mais escolas e investir na educação.

Não é a toa que esse mesmo Estado vê a escola como um depósito humano, que ao invés de formação humana acabamos por formar robôs. Diante deste cenário caótico o professor se vê perdido e não sabe o que fazer, e quando sofre qualquer tipo de violência prefere se omitir. O próprio Estado já cria essa violência. Já passou da hora da comunidade abraçar a escola, cobrar posturas governamentais e de trabalho docente, pois se o ambiente escolar não for vista como parte integrante da sociedade, a tendência é piorar.

O professor lida com diferentes realidades todos os dias, em todas as salas. Pra nós muitas vezes é difícil reconhecer uma situação de conflito. Convido os pais e responsáveis a estarem assistindo uma aula, irem à escola, não somente quando se é necessário.

Se chegamos a tal ponto, é porque de certa forma deixamos permitir, e está totalmente fora de controle! E por favor, pais, não somos vilões, se estamos em sala de aula é porque acreditamos que a educação é a arma mais poderosa para se mudar o mundo, mas sozinhos não temos forças. Será que estamos criando uma geração de “idiotas”? (procure o real significado da palavra).


Tá na hora de acordar e colocar a escola em seu devido lugar: auxiliar na formação humana e difusora de conhecimento científico. Até quando ficaremos de braços cruzados esperando uma intervenção divina?

Projeto determina instalação de câmeras de vídeo em escolas

Escolas públicas e privadas de educação básica terão que instalar câmeras de vídeo, de acordo com o Projeto de Lei do Senado (PLS) 88/2014, do senador Gim (PTB-DF), que trata da obrigatoriedade de sistemas de monitoramento. O objetivo, explica o senador, é coibir a violência nas escolas.



 Na justificativa do projeto, Gim cita o tráfico de drogas, a formação de gangues, assaltos, agressão física e moral e atentados à vida entre os crimes que ocorrem nas escolas. Ele acrescenta que a medida também poderá reprimir brigas, violência física e moral e a prática de bullying, além de danos ao patrimônio das escolas.
 Segundo Gim, as medidas de natureza pedagógica e assistencial têm eficácia reduzida e o reforço do policiamento próximo às escolas, embora necessário para evitar situações graves, não é adequado para conter a violência dentro dos estabelecimentos.
“As escolas muitas vezes parecem, vistas de fora, verdadeiros presídios. Apesar de garantir proteção contra algumas ações de violência externa, isso constitui um atentado à estética urbana e conduz à perda do referencial simbólico da instituição escolar”, afirmou.
 O texto está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde tem como relator o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Depois, seguirá para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).


Fonte: Agência Senado

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Federalização garantirá educação básica de qualidade




O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que prefeitos e governadores não têm cumprido o papel de oferecer serviços de qualidade na área de educação. Por isso, avaliou, essa função deve passar para a competência da União.

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou 07/08/2014 projeto de convocação de um plebiscito em âmbito nacional para consultar a população a respeito da transferência da responsabilidade sobre a educação básica para a União. Atualmente cabe, em sua maior parte, aos estados e municípios custear a educação infantil e os ensinos fundamental e médio.
Cristovam disse que o gasto ideal na educação básica é de R$ 9.500 por aluno ao ano. Atualmente, esse valor é de R$ 3 mil, observou. O valor do salário do professor, a seu ver, também deveria ser de R$ 9.500.

Segundo o senador, o investimento necessário para isso não chega aos 10% do PIB, montante garantido pelo novo Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho. Hoje, pelos cálculos do senador, bastariam 6,4% do PIB. O restante, sugeriu, poderia ser aplicado no ensino universitário e projetos de educação de massa.
- Quando “dizem” que falta dinheiro, eu digo que a gente vai devolver R$ 94 bilhões dos 10% do PIB, ou seja, sobra dinheiro, se a gente souber aplicar bem. Se não fizer isso, não temos futuro.
O plebiscito foi proposto pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e será aplicado ao eleitorado brasileiro. De acordo com o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 460/2013, a consulta deverá ser feita simultaneamente com o primeiro turno das eleições de 2014, em 5 de outubro. O cidadão deverá responder, com sim ou não, à seguinte questão: “O ­financiamento da educação básica pública e gratuita deve passar a ser da responsabilidade do governo federal?”.
Caso o projeto seja aprovado, o Congresso comunicará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que expedirá as instruções para que o plebiscito possa ser realizado Além disso, será assegurado tempo de TV e rádio para que partidos políticos e frentes suprapartidárias organizadas pela sociedade civil façam suas campanhas a favor ou contra a transferência.
Segundo o relator da proposta na CE, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), estados e municípios são responsáveis por cerca de 80% dos recursos destinados à educação, enquanto a União, que detém mais da metade do bolo da arrecadação de tributos, participa com apenas 20%.
— O ente federado com mais recursos é quem faz o menor aporte de verbas para a educação básica. Como consequência há disparidades na infraestrutura escolar pelo país afora, incapacidade de diversos governos estaduais e prefeituras para honrar o piso salarial dos professores, entre outros problemas — reforçou o senador.

O projeto de Cristovam segue agora  para votação da ­Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois para a Comissão de ­Constituição, Justiça e ­Cidadania (CCJ). Depois o  texto também terá que ser analisado pelo Plenário.

sábado, 6 de setembro de 2014

Os professores da rede municipal de São Luís, no Maranhão encerram a paralisação que já durava 107 dias.

Os professores da rede municipal de São Luís, no Maranhão, decidiram em assembleia realizada nesta quinta-feira, encerrar a greve da categoria.
A paralisação já durava  107 dias. Os trabalhadores também resolveram deixar a sede da prefeitura de São Luís, ocupada há vinte e três dias.
O fim da greve foi oficializado com assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta entre Sindicato dos professores e o poder público municipal na manhã desta sexta-feira.
A proposta acordada entres as partes prevê, entre outros pontos, aumento salarial de 2,9% para os professores, dividido em duas parcelas.
De acordo com Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Profissionais do Ensino Público Municipal de São Luís, a categoria está empenhada em garantir o ano letivo dos alunos.

A Secretaria Municipal de Educação de São Luís informou que os dias letivos perdidos serão repostos integralmente, mediante calendário suplementar que está sendo elaborado. O retorno dos professores ao trabalho vai acontecer na próxima terça-feira.